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Destaques da Semana de moda de Paris

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Reprodução Vogue

Nesta segunda-feira, dia 05 de julho iniciou-se a primeira semana de moda de Paris da alta-costura em formato digital, isso porque diante da pandemia mundial que estamos enfrentando, a moda assim como outros setores precisaram se adaptar.

Ao longo desses dias diversas marcas já apresentaram em formatos de vídeos suas coleções e indicações para o outono-inverno 2020. Portanto vamos te mostrar um pouco das propostas que apareceram e vão bombar nos próximos meses!

 

A Chanel na semana de moda de Paris

Sob a direção criativa de Virginie Viard, a coleção lançada na semana de moda de Paris está, segundo ela mais inspirada em Karl Lagerfeld do que a própria Gabrielle Chanel.

A coleção está inspirada na vida boêmia de Karl, além disso traz a estética de uma mulher mais moderna e até mais ousada do que estamos acostumadas a ver na Chanel.

Ao mesmo tempo em que os modelos são inspirados no visual dos anos 80’s e até mais underground, não se deixa de lado a classe e a sofisticação que a Chanel carrega em seu DNA.

A estética de Virginie Viard tem tido bons elogios, já que ela traz a cada coleção novos conceitos, mas não se distancia da identidade original da marca. Ainda assim mantém forte a proximidade com a estética do seu mentor.

Além disso a nova coleção contou com uma riqueza de aplicações de pedrarias e construção de camadas em forma de sobreposição e babados. O que pode sugerir um outono-inverno rico em detalhes e nas construções dos looks.

 

O surrealismo de Dior

Inegavelmente, Dior nos surpreendeu com um surrealismo de tirar o fôlego! A diretora criativa em entrevista exclusiva para Vogue menciona a importância da imaginação em tempos tão incertos e confusos como esse que estamos vivendo.

O filme em que a coleção foi apresentada na semana da moda de Paris é uma referência a um momento durante segunda-guerra mundial, quando designers expuseram no Théâtre de la Mode coleções em miniaturas devido a escassez de tecidos.

Contudo esse momento ficou marcado pela superação, reinvenção e esperança em tempos difíceis. Surpreendentemente bem similar com o que nós e toda indústria da moda estamos passando, não é mesmo?

A coleção contava com modelos fluidos, com bastante movimento e em tons claros, o que surpreende muito para uma coleção tradicional de inverno.

Não só vimos a feminilidade em evidência, como também o romantismo e o lúdico expressos nas roupas.

 

Schiaparelli dando margem para a imaginação em tempos difíceis

Daniel Roseberry, diretor criativo da Schiaparelli tornou sua coleção numa expressão de imaginação e criatividade. Seus esboços da  coleção são de peças em corte reto, estruturado e mesclando com a alfaiataria.

A Collection Imaginaire é um espelho de uma mulher imponente, moderna e sofisticada. Sobretudo que adora caminhar por esse mix de modernidade e tradicionalismo de tal forma que ela consegue equilibrar esses dois extremos.

Ao mesmo tempo que a coleção esbanjou cortes retos, os babados novamente se fizeram presentes.

Nesse sentido, nos parece que a próxima temporada vai contar com o volume e às vezes até com o exagero nas formas. Mas ao mesmo tempo a alfaiataria e os cortes retos continuarão em alta, o que reforça ainda mais a ideia de uma moda democrática.

As cores estão mais neutras, como se isso fosse um reflexo da incerteza e neutralidade do momento em que estamos vivendo.

Com certeza essa semana da moda entrou para história e acima de tudo irá marcar um novo ciclo na moda!

Leia também :  Paris Fashion Weel: a semana de moda digital!

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